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Com a popularização das mídias através da internet. É flagrante o crescimento de diretores que procuram seu espaço dentro de Hollywood. Mas o que me impressiona não é a popularização deste meio em busca de fama e destaque, mas o crescimento do gênero sci-fi.

Antes do sucesso de “Distrito 9” o diretor Sul-Africano Neil Blomkamp chamou a atenção de Peter Jackson (Senhor dos Anéis, King Kong) com o curta “Alive in Joberg” (assista abaixo) e a partir deste acabou apadrinhando e convidando o estreante diretor para dirigir a adaptação do jogo “Halo” para os cinemas, o projeto (infelizmente) não desenvolveu, mas isso não diminuiu o crédito do diretor com Peter Jackson, pelo contrário, acreditando em seu potencial Jackson produziu o filme de estréia de Neil Blomkamp e este se tornou um sucesso de critica e bilheteria.

No final do ano passado o Uruguaio Fede Alvarez utilizando do mesmo meio, publicou o seu curta “Ataque de Pânico!” (assista abaixo) no curta uma invasão de robôs gigantes vai em direção a Montevidéu, capital do Uruguai, para destruir e exterminar os uruguaios. Este curta chamou a atenção de ninguém menos que Sam Raimi (Uma Noite Alucinante, Homem-Aranha). Raimi acreditando no potencial do projeto, convidou o Uruguaio para escrever e dirigir seu primeiro longa-metragem em terras Hollywoodianas.

Agora chegou a vez do Peruano Ricardo de Montreuil e seu “The Raven” (Assista abaixo) que assim como seus antecessores ousou nos efeitos especiais e na ação para construir um thriller futurista ambientado em Los Angeles, onde Chris Black, um homem perseguido pela policia por possui um poder capaz de destruir tudo e qualquer coisa utilizando apenas a mente. A diferença é que o curta de Montreuil tem o visual muito semelhante ao curta de Blomkamp. Mas nesse mundo onde nada se cria e tudo se copia, quem sai ganhando são os amantes do gênero sci-fi.

A Ficção Científica que teve seu auge na década de 50 e seus filmes de monstros e invasões alienígenas encontra novo fôlego nas mãos de cineastas talentosos (tanto famosos quanto inexpressivos). Ano passado tivemos uma explosão de filmes do gênero, tivemos “Star Trek”, o próprio “Distrito 9”, o excelente e esquecido “Lunar”, a mega produção “Avatar” e outros que embora sem grandes arrecadações tiveram seus momentos de destaque. Mas este é assunto para outro momento.

Num mundo onde sabemos e assistimos tudo e qualquer coisa, incluindo aquilo que ocorre no outro lado do oceano, aquele que souber tirar vantagens desta “arma” social e criar mundos, histórias, relatos conquistará seu destaque. Mas é importante ver se as fortes luzes da “floresta sagrada” não irão ofuscar e cegar estes novos cineastas cibernéticos.