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Grande parte da população mundial, se recusa em acreditar no fim da vida. O homem como um todo, nunca compreendeu a morte, dessa forma moldou terrenos e ciências para buscar uma explicação. Achar um culpado para o indesejado fim. Deuses e deusas, santos e outros subprodutos desta necessidade criativa, de buscar em algo maior, um lugar especial para o pós vida. Fazer crer de que quando a consciência chega ao seu fim ela vaga para algum lugar como forma para prolongar a vida e criar a imortalidade. Esta negação inerente de uma raça carente por respostas, alimentada pelo misticismo e fadada ao eterno resultado final.

O tempo que temos de vida (até o presente momento) é indeterminado, podemos viver por 150 anos como morrer ao nascermos. E não há a quem culpar por isso, acidentes, assassinatos, doenças e outras variáveis acontecem todos os dias, se lamentar por não podemos fazer nada não trará ninguém de volta, e não nos resta nada mais a fazer a não ser nos adaptarmos a situação e continuar.

É óbvio que ninguém quer perder alguém próximo, e o continuar e buscar novos caminhos é complicado. Mudando um pouco o contexto, eu tenho certa resistência com mudanças e novos desafios, muito em razão de ter de lidar com o espaço entre a mudança e a adaptação. A espera, o saber, o não saber. Não gosto de viver nesse limbo. E ainda assim me considero o pior do mundo em tomar decisões, optando por esperar esperançosamente por um bom resultado, numa espécie de deixar as coisas ocorrerem por si só que tudo vai acabar bem.

Mas não vai! Essa história de “deixar a vida nos levar”. É a pior forma de desperdiçar a vida.

Temos de ser famintos, obstinados e buscarmos não importa o quanto custe aquilo que verdadeiramente amamos.

Odeio me sentir estúpido justamente por estar aqui há vinte oito anos, escrevendo essas palavras para vocês, sendo que eu ainda não sou capaz de saber o que quero da vida. A sensação é que estou numa gangorra e onde cada decisão tomada, seja ela certa ou errada altera todo rumo em questão de segundos.

E aqui entra aquela velha história de otimizar o tempo de vida tirando o melhor de cada momento, seja ele bom ou mau, serve como uma forma de refletir, evoluir e progredir.

Mas não se engane, se você batalhar o suficiente e for atrás de seus objetivos. NINGUÉM, acredite, NINGUÉM vai fazer isso por você.

Não faça planos sobre o que fazer daqui a 20, 30, 40, 1000 anos. Acreditar que o amanhã pode nunca acontecer é o que garantirá o seu hoje.

A morte não tem culpa de nada, ela só faz o seu papel. Por mais duro e difícil que seja para você, acredite, para ela também não é fácil. Um dia indeterminado ela virá me convidar para jogar xadrez, e se esse dia for amanhã, eu não poderei recusar o convite. Sentar, movimentar o meu peão da d2 para a d4 e esperar…

Suspiro. 28 anos de idade e ainda nenhuma ideia do que estou fazendo…!