Interessante notar como o mundo da voltas e embora as aulas de história nos mostrem o quanto nós evoluímos para chegar a algum lugar, acabamos por repetir muitas vezes os erros de nossos antepassados.

Me corrijam se estiver errado, mas a mais ou menos 5~6 séculos atrás a igreja exercia grande poder sobre os reis, muitas vezes não permitindo o acesso a cultura por parte da população, cobrando dízimos altíssimos além de enganar os aldeões a pagar por um lugar no céu.

Anos passaram e percebo, com tristeza, o aumento do número de igrejas evangélicas e o trabalho feito pelos “pastores de Deus” além do espaço que estes seres vem ganhando.

Vou chamar este momento de “charlatanismo da fé” a que as igrejas evangélicas tem submetido os incultos. E nesta de “charlatanismo ou comercialização” da fé, você há de convir, os evangélicos são imbatíveis. Por isso digo que o seu crescimento desenfreado é uma realidade perigosa. Senão vejamos:

Eles são hoje talvez a segunda força religiosa no mundo, só perdendo ainda para os católicos (por enquanto), chegando a ter um número maior de fieis em alguns países e a ter uma taxa nominal de crescimento maior do que a dos católicos. Segundo o IBGE, houve um aumento de 60% nos últimos 10 anos de evangélicos no Brasil. Isto indica que poderão muito breve superar os católicos e se tornarem a maior força religiosa do país. Os evangélicos possuem ao seu dispor, para atingir esses objetivos, muito dinheiro, um exército de fiéis “dizimistas”, emissoras de radiodifusão espalhadas em centenas de cidades, emissoras de televisão própria, jornais, revistas, gravadoras, um marketing religioso concorrencial agressivo (e eficiente) além das afiadas gargantas dos pastores.

Ocorre que a sua técnica de proselitismo é a “teologia da prosperidade”, com que enganam e fanatizam os fiéis, fazendo lavagens cerebrais semanais e tornando-os escravos da fé (ou seria melhor dizer: da sua igreja e de seus “pastores”). Uma vez fanatizados esses fiéis tornam-se pessoas robotizadas e preguiçosas que só sabem orar, pedir e esperar, não se esforçando para sair das dificuldades por conta própria, esperando que o “Senhor” os salve. Imagine um mundo com 2/3 da sua população religiosa sendo este tipo de gente? Teríamos uma elite rica, os políticos (como sempre) e a igreja e seus líderes religiosos. Os fiéis? Bem, os fiéis seriam apenas os mesmos seres robóticos que nascem apenas para servir. Só fazem e seguem o que as igrejas mandam. E então, o crescimento dos evangélicos é ou não é um perigo para a humanidade?

Hoje em dia eles já entraram na política e já conseguiram fazer uma bancada evangélica com 70 deputados federais e alguns senadores. Hoje, a bancada só é menor porque vários desses deputados evangélicos foram cassados, por “corrupção”. Mas se eles quiserem, poderão em breve eleger um candidato a Presidência da República e com isso ter maioria evangélica, na Câmara e no Senado, governando, assim, o país. Então, essa é ume preocupação apenas minha ou tem mais alguém apreensivo com isso? E por que isso seria perigoso? Porque evangélicos defendem que homossexuais não possuem direitos, que mulheres são inferiores aos homens além deles possuírem uma adoração pelo dinheiro fácil, sem fazer força e, com isso, levar o país à bancarrota, se estiverem mandando.

Não estou dizendo que todos evangélicos são pessoas mesquinhas e que se importam mais com o dinheiro que com o bem estar do próximo, mas até então os representantes desta igreja não me mostraram nada além do contrário.