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Ok, vou voltar novamente a este assunto, mas prometo que esta será a última vez que o faço (ou não). Embora na minha cabeça utópica, grande parte do que vem com relação a política me parece simples sem muitos complexos. Aonde o cidadão vota, elege aqueles que ele acha que irão desempenhar com seriedade um papel importante e possivelmente gerar uma mudança na vida do cidadão. Pronto o ciclo se fecha, mas todos conhecemos que o político bom é político que deixamos para lá.

Tenho acompanhado um pouco de longe, tipo, um oceano de distância, toda as questões envolvendo a política nacional nos últimos tempos, na verdade, tenho acompanhado muito pelo excesso de comentários revoltosos perante ao que acontece no congresso. Não sou nenhum expert no assunto e apenas colocarei a minha opinião sobre o papel da religião no “comando” político do país e na vida publica.

O meu ponto de vista é de que a religião não tem apreço nenhum no meio político. A grosso modo, a ideia de religião se atem a uma esfera que compreende apenas o indivíduo que a pratica determinada religião, o que compreenderia nada além da pessoa e a comunidade a qual ela faço parte (por exemplo, a diocese ou a igreja). A vida política, pelo contrário, diz respeito a vida pública, ou seja, o que se refere ao cidadão como parte de um todo dentro de uma cidade, estado ou nação, aonde se possui diversos pontos de vistas independente de credo ou sexualidade. Esta distinção se faz necessária a partir do momento em que a história nos mostra o quão violenta e segregado foram os períodos associados ao poder regido pelas doutrinas religiosas.

A importância da laicidade política perante a exclusão da religião se deve muito por haver diversos pontos de vistas a serem explorados e há mais de um tipo de doutrina religiosa a que pode se guiar. Sendo que algumas destas doutrinas teológicas denotam uma predestinação tirânica ou de autoridade episcopal, uma vez que o discurso religioso entra na vertente questão sobre a “moralidade e os bons costumes da família”.

A questão da moralidade vai muito além de ser questionada pela religião pois ela entregar este papel aos “ensinamentos” da Bíblia ou autoridades como o Papa, sem se importar com a variante de outras crenças (ou descrença), estatutos e constituições.

Esta linha de pensamento não se atem ao debate político, pois ao invés de se chegar a um consenso para a conclusão ela chega apenas ao ponto de encontrar razões para impedir a conclusão. Por exemplo, para se chegar a um consenso para a extensão dos diretos humanos abranger todos os cidadões independente de raça, sexo ou orientação sexual, teria de se compreender todos os seres humanos como filhos de Deus, outro ponto seria encontrar evidências que apontem as variáveis sexuais da natureza humana e outro para comprovar a que ponto o tratamento igualitário traria mais conforto e felicidade geral. Todas as variantes acabam não encontrando um ponto onde todas elas possam coexistir dentro destas doutrinas. Então não há nenhum ponto onde os princípios e argumentos religiosos teriam validade e respostas para estas questões em meio a um debate.

Os “defensores” religiosos que hoje possuem um grande número de cadeiras na câmara, colocam seus pontos de vista tudo em nome do Senhor sem prestar contas sobre um argumento mais sóbrio, com fatos empíricos e de princípios gerais. Os opositores a este movimento e outras camadas da sociedade tem se mostrado compreensivamente revoltados com a atual administração publica, uma vez que as respostas e reivindicações por parte dos “representantes do senhor” tem como base não um livro sobre a constituição ou sobre as leis publicas, mas um livro datado a mais de 2000 anos.

Ter cuidado em quem se está votando e se manter atento a o que este político eleito está fazendo com o poder a ele imposto, é um bom começo para encontrar o bom senso entre as partes e quem sabe atingir a utópica igualdade entre os homens.