Tags

, , ,

DIGITAL CAMERA

Inevitavelmente este dia chegará e eu irei morrer, e aceitar este fato, me faz questionar o quão importantes e grandes são as escolhas que eu faço.

A vida como um repertório de possibilidades ela é infinita, exuberante e pode-se ser superior a tudo que já se foi e se é compreendido. Logo, um gerador de probabilidade infinita se faz presente dentro de nós e entender estas opções e escolher a forma como guiaremos as circunstancias da vida, se escolher por legados ou ideias tradicionais, opta-se por tanto, convencionar que a vida ocorre não por escolhas, mas sim guiada pelo destino.

O fato de poder escolher ser aquilo que queremos, não impede de todo nosso orgulho, medos, embaraços, fracassos e vitórias fracassar perante uma cova ou uma urna, permanecendo única e exclusivamente aquilo que nos torna seres imortais, as memórias e as decisões que tomamos ou deixamos de tomar.

A vida, que é antes de tudo o que se pode ser, é saber decidir sobre as possibilidades o que em efeito vamos ser futuramente. Circunstâncias e decisões são os elementos que norteiam nossas vidas. As circunstancias são as imposições ou possibilidades que nos são apresentadas por nossas escolhas. Podemos escolher os caminhos pelos quais queremos caminhar e trilhar. A vida como um conjunto, não elege vencedores e perdedores, pode-se acreditar na sorte de não se ter nascido num país em dificuldades ou o azar de que o mesmo tenha acontecido, mas essa não é a escolha pessoal e sim uma condição a qual se nasceu. Este balanço de sorte/azar não é por nós feita, mas sim condicionada. O pesar de nascermos, independente do local e dos eventos que nos afligem, consiste em impomo-nos uma trajetória e através desta algo que nos faça tomar a decisão que achamos mais acertada. Viver, consequentemente, resume-se em exercitar a liberdade e decidir-mos por nós aquilo que desejamos e queremos neste mundo. Já nascemos decididos, mesmo nus vamos em direção da luz, sem muito a escolher apanhamos (levemente) na bunda e consequentemente choramos.

A existência é o que escolhemos, as tarefas que nos submetemos, às exigências do dia-a-dia e entender essa diluição nos fins como via para o auto-esquecimento, e, portanto, como negligência e culpa, além disso, tomar a sério a experiência do convívio com os outros seres: a alegria e a ofensa, o êxito e o revés, a obscuridade e a confusão. O poder das decisões não é esquecer, é assimilar, não é desviar-se, é recriar intimamente, não é julgar tudo resolvido, é clarificar.

Portanto, acredite ou não em destino, ele no final se resume na sua capacidade de decidir, mas esta capacidade inerente do ser humano só cabe ao que compreende ao que se escuta no coração, se reflete na mente e age-se com o corpo sem medo ou receios.